CAPA DO MÊS:
PAOLA NICOLE POCARDICH
A NOVA ESSÊNCIA DO EMPREENDEDORISMO TEM CHEIRO DE SUCESSO
por: SÉRGIO OLIVER
Com uma trajetória que inspira pela determinação e pela paixão, Paola Nicole Pocardich é um dos nomes em ascensão no cenário da perfumaria nacional. Mesmo com pouca idade, ela já é fundadora da Volga, sua própria marca de perfumes, e vem conquistando o mercado com criações marcantes, autorais e cheias de identidade.
Seu amor pelo universo das fragrâncias nasceu cedo — fruto da convivência e da admiração pela trajetória de sua mãe no segmento de cosméticos. Ao lado do incentivo fundamental do pai, Paola decidiu transformar sua afinidade com o mundo olfativo em negócio. Com foco, sensibilidade e espírito empreendedor, ela vem firmando a Volga como uma marca que vai além do perfume: é sobre essência, estilo e emoção.
Dedicada e visionária, Paola representa uma nova geração de mulheres que constroem com coragem e autenticidade. E sua história está apenas começando — com cheiro de sucesso!
Você sempre soube que queria empreender ou foi algo que nasceu com a Volga?
Empreender sempre esteve presente em mim, mas foi com a Volga que esse desejo ganhou forma real. Desde cedo, estive envolvida no universo dos negócios, principalmente por causa da minha mãe. Mas a perfumaria foi o espaço onde encontrei uma linguagem própria para me expressar. A Volga nasceu não só do desejo de ter uma marca, mas da necessidade de construir algo com propósito, com raízes e que eu conseguisse trazer e identificar a minha identidade.
Como a influência da sua mãe moldou sua visão sobre negócios e liderança?
Minha mãe sempre foi uma mulher muito determinada, com muita força de trabalho. Crescer ao lado dela me ensinou o valor da dedicação e da consistência. Ela me mostrou, na prática, como liderar com coragem, mesmo diante de adversidades. Mas também aprendi a importância de imprimir meu próprio estilo de liderança mais sensível, com escuta ativa e uma comunicação mais afetuosa.
O que representa, para você, estar à frente de sua própria marca tão jovem?
É uma mistura de responsabilidade e realização. Eu me sinto desafiada todos os dias, mas também muito viva. Estar à frente da Volga é como escrever minha própria história com cada fragrância. É gratificante ver que algo que nasceu de uma ideia hoje impacta outras pessoas, inspira outras mulheres e está ganhando espaço com autenticidade, além de mostrar o meu legado.
De onde veio a inspiração para o nome Volga, e o que ele simboliza para a marca?
Volga é uma homenagem à minha avó e à ancestralidade dos alemães do Rio Volga, que migraram para a Rússia e depois para a América do Sul. O nome carrega história, fluxo, travessia e transformação. Representa esse movimento de ir em direção ao novo sem esquecer das raízes. A Volga é sobre essência, identidade e legado.
Qual foi o maior desafio que você enfrentou ao lançar sua própria linha de perfumes?
Foram vários, mas talvez o maior tenha sido me posicionar em um mercado dominado por grandes marcas. Fazer com que a Volga tivesse personalidade própria, fosse reconhecida e valorizada como uma marca independente com sofisticação. Também enfrentei desafios operacionais, desde registro até logística, e precisei ser muito resiliente.
Como você enxerga o papel feminino no mercado da perfumaria hoje?
O papel feminino é essencial. As mulheres não só consomem fragrâncias, mas também criam, pesquisam e empreendem no setor. Vejo um movimento crescente de mulheres assumindo protagonismo seja como perfumistas, fundadoras ou comunicadoras. É uma forma de resgatar nossa conexão sensorial com o mundo e transformar isso em negócio, arte e linguagem. Vejo hoje grandes personalidades e pessoas de influência como a Tha Beauty, a Marina Alcantara com a Scent e até a Virginia com a Wepink como grandes nomes da atualidade, mas creio que todas tenham sua história, seu brilho e o seu público.
Quais fragrâncias definem a essência da Volga e por quê?
A essência da Volga está em todas as fragrâncias, mas algumas se destacam em certos momentos da minha vida. No início, o Charme me representava com sua doçura frutada e toque de imponência. Depois, passei pelo Sinnlich, mais leve e sensual. Ozean marcou uma fase de descoberta e atração – ele é um floral oriental que chama atenção e reflete força e liberdade. Atualmente, estou na fase do Harmonie, que me traz serenidade e equilíbrio. Cada fase da vida exala uma essência diferente, e a Volga acompanha isso com sensibilidade. Cada fragrância exala a essência de cada momento da vida e cada tipo de personalidade. Todos são baseados na essência da marca, mas cada um se enquadra em um momento da vida.
Você participa ativamente do processo de criação dos perfumes Como funciona essa etapa?
Com certeza, totalmente imersa. Eu começo investigando as tendências do mercado e depois filtro com base no conceito da coleção. A primeira foi inspirada no Rio Volga e a segunda na travessia até o mar, trazendo essa ideia de fluxo e desaguar. A próxima coleção será voltada à Argentina, terra da minha avó Sofia, com notas solares e nativas, inspiradas na história dela. Cada fragrância nasce de um enredo real. Eu participo desde o briefing até os testes finais com os perfumistas.
Como equilibra tradição e inovação dentro da identidade da marca?
A Volga tem tradição no nome, na estética e na narrativa, mas é totalmente inovadora na forma como conecta isso com o agora. Unimos storytelling de legado com curadoria moderna. Inovamos ao trazer uma proposta masstige com sofisticação real, mantendo a exclusividade e acessibilidade ao mesmo tempo. E isso só é possível porque respeitamos nossa história e, ao mesmo tempo, ouvimos o presente.
Quais são seus planos para o futuro da Volga e que legado você gostaria de construir?
Quero expandir a Volga como marca referência em perfumaria nacional independente, mantendo nossa essência. Desejo criar mais coleções com significados profundos, abrir novos canais de distribuição e reforçar nossa presença digital. O legado que quero deixar é de uma marca que valoriza a identidade de cada personalidade, que inspira autenticidade, que emociona com propósito e constrói pontes entre passado e futuro.
A Volga realiza ou apoia alguma ação de sustentabilidade ou consumo consciente?
Sim. Nossas embalagens de envio são feitas com caixas reutilizadas, reaproveitadas com corte interno na nossa logística. Evitamos o uso de papéis impressos, priorizando materiais digitais. Aceitamos logística reversa e indicamos o descarte correto em pontos de coleta de vidro. Além disso, nas coleções premium, usamos caixas de madeira que podem ser reutilizadas como porta-perfume ou porta-joias pensadas para proteger a fragrância e reduzir impacto ambiental.
Para finalizar, que mensagem você gostaria de deixar para a Revista Olfato neste ano tão especial, em que celebramos uma década de história?
Estar presente nesta edição no ano em que a Revista Olfato comemora seu décimo aniversário é mais do que uma honra, é uma confirmação de que a essência da perfumaria vai muito além dos frascos. Ela está nos detalhes, nas histórias e nos sentimentos que cada fragrância desperta. E a Olfato sempre soube traduzir isso com sensibilidade, curadoria e alma.
Ao longo dessa última década, a Revista Olfato tem sido um verdadeiro farol para quem vive a perfumaria com paixão e propósito. Ela não apenas narra tendências, ela eterniza momentos, dá voz aos criadores, e valoriza tanto os grandes nomes quanto as marcas independentes que carregam sonhos em cada borrifada. É raro encontrar uma publicação que una sofisticação editorial, profundidade de conteúdo e amor genuíno pela arte olfativa com tanta consistência. Por isso, tenho orgulho em afirmar que esta é uma revista próspera, conceitual e cheia de verdade.
Conhecer o Sérgio Oliver foi como encontrar alguém que respira perfume com a mesma intensidade que eu. Seu olhar sensível, sua escuta atenta e seu comprometimento com a beleza invisível do olfato fazem da Olfato um espaço único, quase como um lar para quem cria com o nariz, o coração e a memória.
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Fotos: Divulgação
Publisher e Diretor Criativo: Sérgio Oliver
Supervisão de texto: André Terto
Arte gráfica e diagramação: Danni Chris
