NOVA EDIÇÃO:
MEIRE GARCIA
BEBE PETIT: A TRADUÇÃO DO AMOR MATERNO EM FRAGRÂNCIAS
por: SÉRGIO OLIVER
A Bebe Petit nasceu do amor materno e do desejo de eternizar, por meio das fragrâncias, os momentos mais preciosos da infância.
Idealizada em 2017, a marca transforma sentimentos, experiências e lembranças em criações olfativas que unem delicadeza, sofisticação e afeto, conquistando seu espaço na alta perfumaria infantil brasileira.
À frente desse universo está uma mãe que encontrou na maternidade sua maior inspiração, traduzindo vivências reais em perfumes que despertam emoções e celebram a beleza dos primeiros anos de vida.
Mais do que perfumar, a Bebe Petit convida as famílias a guardarem no coração a essência de uma fase única, que passa depressa, mas permanece viva nas lembranças.
Porque algumas fragrâncias têm o poder de fazer o tempo voltar e trazer de volta os sentimentos mais bonitos da vida.
Meire, antes de falarmos sobre a Bebe Petit, conte um pouco da sua história. Em que momento surgiu a ideia de criar uma marca de alta perfumaria voltada para o universo infantil?
Eu sou formada em Administração de Empresas e, quando me tornei mãe, descobri meu propósito de vida, que é ser mãe. Hoje sou mãe de três adoráveis crianças, e a maternidade me fez conhecer o maior amor do mundo. Esse amor me fez querer guardar no coração e na memória o perfume da infância dos meus filhos.
Eu não comecei pensando em criar uma categoria ou em posicionar a Bebe Petit como alta perfumaria. Eu simplesmente queria criar o perfume que, como mãe, gostaria de usar nos meus filhos: elegante, delicado, seguro e com uma construção olfativa realmente especial.
À medida que fomos desenvolvendo os produtos com esse nível de cuidado e sofisticação, a Bebe Petit começou a ser reconhecida dentro do universo da alta perfumaria. Foi um reconhecimento que veio como consequência daquilo que já fazíamos.
Eu queria que, anos depois, esse perfume fosse capaz de me transportar novamente para o momento mais lindo que estava vivendo e que passa tão depressa.
Houve algum acontecimento especial ou uma experiência com seus filhos que despertou esse desejo? Qual foi o momento em que você percebeu que esse sonho poderia se transformar em uma empresa?
Surgiu em 2017, na minha segunda gestação. Eu precisei ficar de repouso e comecei a preparar as lembrancinhas de maternidade. Foi nesse período que tive contato maior com aromas e comecei a perceber que faltava no enxoval um perfume realmente especial.
Uma das coisas que mais me encanta no infantil é o universo: tudo é amável, gentil, encantador. Eu queria que o perfume também carregasse isso.
Tudo começou com um sachê perfumado que preparei para as roupas da minha bebê. Quando eu abria o armário ou as gavetas e sentia aquele cheiro, ele me tocava profundamente. E foi quando pensei: esse perfume desperta algo tão bom e bonito em mim que pode tocar outras mamães também.
Foi ali que uma experiência muito íntima começou, aos poucos, a ganhar forma de empresa.
Criar uma marca em um segmento praticamente inexplorado no Brasil certamente exigiu coragem. Quais foram os maiores desafios no início da Bebe Petit e como você conseguiu superá-los?
No início, eu nem pensava na Bebe Petit como uma nova categoria. Eu não olhei para o mercado procurando uma lacuna. Olhei para aquilo que, como mãe, eu gostaria de ter para os meus filhos.
O desafio era conseguir produzir exatamente da maneira como eu imaginava, mesmo sendo uma empresa pequena. Na indústria, praticamente tudo exige escala: matérias-primas, embalagens, produção. E nós estávamos começando.
Mas, curiosamente, essa dificuldade acabou ajudando a formar uma característica muito importante da Bebe Petit: o cuidado com cada detalhe. Sempre digo que é como cozinhar. Quando fazemos um jantar para muitas pessoas, existe uma dinâmica; quando fazemos para quatro, conseguimos olhar para cada prato de uma maneira diferente.
Foi assim também com os nossos perfumes. Fomos buscando qualidade na construção olfativa, bons parceiros, segurança, delicadeza e uma identidade própria. E, com o tempo, esse trabalho começou a ser reconhecido como alta perfumaria infantil.
Então, eu diria que não criamos a Bebe Petit para caber na definição de alta perfumaria. Fizemos aquilo em que acreditávamos, com o máximo de cuidado possível, e a alta perfumaria acabou sendo o lugar onde o nosso trabalho foi reconhecido.
Você acompanha pessoalmente o desenvolvimento de cada fragrância? Como funciona esse processo criativo, desde a ideia inicial até o perfume chegar às mãos dos consumidores?
Participo pessoalmente das criações e de cada detalhe, desde as fragrâncias até a forma como o consumidor recebe e sente os perfumes.
Costumo dizer que a Bebe Petit é puro sentimento. As construções olfativas partem do que eu senti ou sinto, de como a maternidade me move, e amo muito isso, porque passa a ser verdadeiro.
Recebo diferentes propostas, dentro daquilo que solicitamos, realizo avaliações e testes por um período longo e observo como cada composição evolui na pele e a emoção que desperta. Não procuro apenas um perfume agradável. Ele precisa tocar o coração, ter identidade e fazer sentido dentro do universo da Bebe Petit. Depois da aprovação olfativa, seguimos para os testes, a regularização, a produção e todos os detalhes que envolvem a chegada do produto às famílias.
Como é a sua relação com a casa de fragrâncias e os perfumistas? Você participa da escolha das matérias-primas, dos testes olfativos e da aprovação final das composições?
Tenho uma proximidade muito boa com a casa de fragrância que assina nossa linha. Pensamos juntos em cada matéria-prima, sensação e direção olfativa, além dos cuidados necessários para que sejam adequados ao público baby. Temos uma atenção muito especial por parte deles, e isso me deixa muito feliz, pois eles foram os primeiros a acreditarem em nosso projeto.
A escolha técnica das matérias-primas é conduzida pelos especialistas e perfumistas. Hoje, temos parceiros muito bons que nos auxiliam na escolha das matérias-primas, orientando-nos sempre na melhor escolha e nas opções mais seguras para os bebês. O meu papel é assegurar que a fragrância traduza com fidelidade a história que queremos contar e a segurança que eu, como mãe, desejo ter para os meus filhos.
Existe alguma fragrância da Bebe Petit que tenha um significado muito especial para você? Qual é a história por trás desse perfume?
Cada fragrância tem uma história vivida por mim e, como sou mãe de três, pude ter a experiência entre menino e menina, e isso me fez criar três fragrâncias gentis, elegantes e amáveis, assim como um bebê.
Para mim, todas elas são especiais, mas a Doll tem um significado especialmente afetivo. Ela foi inspirada na minha filha, que, com 6 meses, se parecia com uma boneca, e a boneca marcou muito a minha infância. Ao criar uma menina, eu me via brincando de boneca novamente. Sabe aquele cheirinho da borracha da boneca? Conseguimos reproduzir através de uma nota de vinil, para dar aquele cheirinho de boneca nova. É muito especial.
A Doll une a menina que eu fui à infância da minha filha. O que é engraçado, porque muitas mães se identificam com isso e usam essa fragrância em si mesmas.
Em um mercado onde muitos produtos infantis seguem fórmulas parecidas, como você encontra inspiração para criar fragrâncias que sejam delicadas, sofisticadas e, ao mesmo tempo, tenham identidade própria?
Sabe o que é mais interessante nas nossas fragrâncias? Elas não nasceram para completar uma lacuna no mercado; elas nasceram a partir da minha experiência materna, de algo que eu vivi e queria.
Gosto muito de uma frase de Jacques Guerlain, que traz exatamente o meu sentimento: “Senti algo tão intenso que só consegui expressar em perfume.”
A intensidade da minha história com a maternidade e os sentimentos que ela me despertou são tão grandiosos que pude expressá-los através de um perfume.
Busco traduzir esses sentimentos em uma assinatura olfativa delicada, mas com personalidade. A sofisticação não precisa estar na intensidade. Ela pode estar no equilíbrio, na qualidade da construção e na maneira como o perfume permanece suavemente presente.
Não queremos que uma fragrância infantil invada. Queremos que ela acompanhe a infância e, com o tempo, transforme-se em memória.
A Bebe Petit transmite elegância e afeto em cada detalhe. Qual é a filosofia que você procura imprimir não apenas nos perfumes, mas também nas embalagens, na comunicação e na experiência da marca?
Nossa inspiração é a maternidade, a infância e o próprio bebê.
Quando você recebe um bebê, tudo é tão delicado, gentil, surpreendente e puro. Sigo exatamente essa ordem para compor cada etapa, desde a fragrância até a embalagem do produto.
Exemplo: nossa assinatura olfativa é o conforto. Ela surgiu do toque atalcado no rosto do meu primeiro bebê, quando o trouxeram no parto e colocaram o seu rosto no meu. O toque era aveludado e atalcado… Nunca vou esquecer. Esse é um dos exemplos de como tudo, absolutamente tudo, tem uma experiência real envolvida.
Para mim, a mãe ocupa um lugar central nessa experiência. Os produtos são pensados para acompanhar a criança e feitos para a mãe guardar o cheiro de cada fase. Por isso, cada detalhe precisa acolher os dois: a infância que está sendo vivida e a memória que começa a ser construída.
Depois de conquistar reconhecimento na alta perfumaria infantil, quais são os próximos passos da Bebe Petit? Há novos projetos ou categorias que você sonha em lançar?
Fico muito feliz com esse reconhecimento, pois nos mostrou que construímos um espaço que praticamente não existia da mesma maneira no Brasil.
A fragrância Doll foi finalista no Prêmio Atualidade Cosmética, na categoria Perfumaria Latino-Americano Feminino. Entre 250 marcas, ficamos entre as cinco finalistas com um perfume infantil, em uma categoria na qual não existia essa possibilidade. Ahhh, me sinto muito honrada!
Hoje, depois desse reconhecimento, queremos contribuir para consolidar a alta perfumaria infantil como uma categoria relevante e ampliar a presença da Bebe Petit em pontos de venda cuidadosamente selecionados.
Também estamos desenvolvendo produtos e experiências que expandem esse universo, mas sempre permanecendo fiéis ao lugar de onde tudo nasceu: o cuidado, a infância e a memória.
Para encerrar, que mensagem você gostaria de deixar para as famílias que escolhem a Bebe Petit para fazer parte dos momentos mais especiais da infância de seus filhos?
A Bebe Petit foi criada para a mãe guardar no coração o cheiro da infância de seus filhos.
A infância passa tão depressa. Ela é como um sussurro e, quando olhamos, o bebê já é uma criança e a criança, um adolescente.
Queremos que cada família tenha a confiança de usar um produto seguro, feito não apenas para perfumar, mas para criar momentos e memórias da fase mais importante: a primeira infância.
Quando uma família escolhe a Bebe Petit, que ela permita que nossas fragrâncias façam parte de momentos profundamente íntimos: o banho, o colo, o quarto, uma roupa cuidadosamente preparada, uma fase que nunca mais se repetirá da mesma maneira.
Meu desejo é que, muitos anos depois, um pequeno sopro daquele perfume seja capaz de trazer tudo de volta.
Foi com esse propósito que nascemos!
Fotos: Priscilla Gonçalves (@priscillafotografastudio)
Publisher e Diretor Criativo: Sérgio Oliver
Supervisão de texto: André Terto
Arte gráfica e diagramação: Danni Chris
