NOVA EDIÇÃO:
ANNALU TEIXEIRA & JADE SALES
A ESSÊNCIA DE DUAS PRINCESAS
por: SÉRGIO OLIVER
A Duale nasceu do encontro inesperado entre duas mulheres apaixonadas por perfumaria: Annalu Teixeira e Jade Sales. Naturais de Montes Claros, em Minas Gerais, elas se aproximaram em 2024, quando Jade procurava o perfume perfeito para o seu casamento. O que começou com uma conversa sobre fragrâncias rapidamente se transformou em amizade, parceria e, finalmente, em um sonho compartilhado. Influenciadoras de perfumaria, as duas uniram experiências, referências e olhares diferentes para criar uma marca com identidade própria. A Duale nasce justamente dessa união: duas personalidades, duas perspectivas e duas formas de sentir a perfumaria.
Mais do que criar perfumes, Annalu e Jade desejam despertar emoções, memórias e identificação em quem os usa. O primeiro lançamento apresenta Luar da Anna e Solar da Jade, duas fragrâncias que traduzem universos distintos dentro de uma mesma marca. Escolhendo o body splash como porta de entrada, a Duale aposta em uma perfumaria próxima, versátil e presente na vida real. Por trás de cada fragrância, existem meses de testes, escolhas, descobertas e muita exigência para chegar ao resultado que representasse as duas. Assim, a Duale chega ao mercado não apenas como uma nova marca, mas como a materialização de um encontro que deu certo.
Duas essências, duas personalidades e uma mesma paixão: transformar perfume em história.
Annalu Teixeira e Jade Sales, como nasceu a ideia de criar a Duale? Em que momento vocês perceberam que era hora de lançar uma marca própria de perfumes?
A Duale nasceu de um jeito muito mais natural do que as pessoas imaginam. Nós duas somos de Montes Claros, no interior de Minas Gerais, crescemos na mesma cidade, mas, por incrível que pareça, passamos grande parte da vida sem nunca termos conversado de verdade.
Foi em 2024 que tudo começou. A Jade estava se preparando para o casamento e me mandou uma mensagem no Instagram pedindo ajuda para escolher o perfume que usaria naquele dia. Ela foi até a minha casa, conheceu a minha coleção inteira e nós passamos horas experimentando perfumes, conversando sobre fragrâncias e tentando encontrar aquele cheiro que tivesse a cara dela e daquele momento.
O mais engraçado é que tivemos muita dificuldade para encontrar o perfume perfeito. E talvez tenha sido justamente essa dificuldade que plantou a primeira sementinha de tudo.
Depois daquele dia, continuamos conversando pelo WhatsApp e a amizade foi acontecendo de uma maneira muito natural. Até que, em uma dessas conversas, a Jade me perguntou: “Anna, você já imaginou ter uma marca de perfumes?”
Eu contei para ela que esse era um sonho antigo meu, mas que, por vários motivos, eu nunca tinha conseguido tirar do papel. E ela me disse que também tinha esse sonho.
A partir dali uma conversa que poderia ter terminado naquele dia virou um projeto. E o projeto virou a Duale.
Quando percebemos, já não estávamos mais falando sobre se um dia teríamos uma marca. Estávamos falando sobre como faríamos isso acontecer.
Vocês já conquistaram credibilidade como influenciadoras de perfumaria. O que motivou essa união e quais foram os pontos em comum que fortaleceram essa parceria?
Acho que o que mais nos aproximou foi perceber que, apesar de sermos muito diferentes em vários aspectos, existia uma paixão em comum muito forte: perfume.
Nós duas construímos comunidades que confiam na nossa opinião, que acompanham nossas descobertas e que literalmente escolhem perfumes a partir do que compartilhamos. E isso traz uma responsabilidade muito grande.
Ao mesmo tempo, nossas diferenças acabaram se tornando uma das maiores forças da parceria. A Jade tem um olhar, eu tenho outro. Às vezes, ela se apaixona imediatamente por algo que eu jamais escolheria de primeira, e vice-versa. E isso é muito interessante, porque a Duale nunca foi criada para representar apenas uma de nós.
Talvez o próprio nome explique muito disso. Duale fala sobre duas pessoas, dois olhares, duas personalidades e duas formas diferentes de enxergar a perfumaria se encontrando para criar alguma coisa nova.
Qual é o propósito da Duale? Que mensagem e que experiência vocês desejam transmitir por meio das fragrâncias da marca?
Desde o início, não queríamos apenas lançar mais um produto no mercado, mas sim construir uma marca que despertasse desejo, identificação e, principalmente, memória.
Para nós, perfume nunca foi só sobre cheirar bem. Perfume acompanha fases da nossa vida. Você sente um cheiro e, de repente, lembra de uma pessoa, de uma viagem, de uma noite, de uma versão sua que talvez nem exista mais.
É essa relação que queremos construir com a Duale.
Queremos que as pessoas encontrem nossas fragrâncias e pensem: “Esse cheiro parece comigo.” E que, depois de algum tempo, aquele cheiro passe a carregar histórias delas também.
A Duale nasceu das nossas histórias, mas a intenção é que ela continue existindo através das histórias de quem usa.
Como as características, os gostos e as experiências de Annalu e Jade se complementam durante o desenvolvimento dos produtos?
Acho que essa é uma das partes mais divertidas do nosso processo, porque nós temos personalidades e referências diferentes.
E, em vez de tentar fazer com que uma concorde com a outra o tempo inteiro, aprendemos a usar isso a nosso favor.
Tem produto em que eu percebo primeiro algum detalhe que precisa mudar; em outros, é a Jade. Uma pode estar encantada e a outra falar: “Ainda não é isso.” Então voltamos, testamos novamente, mudamos alguma coisa, experimentamos de novo.
Nós duas somos muito exigentes com fragrância e temos contato diário com muitos perfumes, então sabemos que, para alguma coisa realmente nos surpreender, ela precisa ter personalidade.
No fim, esse contraste deixa o produto mais completo. A Duale não é 50% Anna e 50% Jade. É uma terceira identidade que nasce quando esses dois universos se encontram.
Como foi a experiência de desenvolver o primeiro produto da Duale? Contem um pouco sobre o processo de criação, os testes, as escolhas e as emoções envolvidas até chegar ao resultado final.
Foi muito mais intenso do que imaginávamos.
Quando você está do outro lado, como consumidora ou criadora de conteúdo, recebe o produto pronto. Você sente, testa e dá a sua opinião. Quando o produto é seu, você percebe quantas decisões existem antes daquele frasco chegar à mão de alguém.
Foram muitos testes, muitas amostras, muitas conversas, mudanças e momentos em que achávamos que tínhamos chegado à versão final e, depois, sentíamos novamente e pensávamos: “Ainda dá para ficar melhor.”
E nós não queríamos aprovar algo simplesmente porque estava bom. Precisava existir aquele momento em que as duas sentissem e falassem: “É esse.”
Quando isso finalmente aconteceu, foi muito emocionante.
Porque naquele cheiro já não existia apenas uma fórmula. Existiam meses de trabalho, inseguranças, decisões, sonhos e a percepção de que uma ideia que começou em uma conversa entre duas amigas estava se tornando algo real.
Quais foram os maiores desafios enfrentados desde a criação da marca até a escolha das fragrâncias que fariam parte desse lançamento?
Um dos maiores desafios foi justamente o nosso repertório.
Nós experimentamos muitos perfumes. Conhecemos muitos produtos, acompanhamos lançamentos, tendências e temos contato com perfumaria de diferentes lugares do mundo. Isso faz com que a nossa régua seja muito alta.
Era muito fácil encontrar algo agradável. Difícil era encontrar algo que fizesse as duas pensarem: “Eu colocaria o meu nome nisso.”
Além disso, criar uma marca é aprender sobre inúmeras coisas que vão muito além da fragrância. Embalagem, identidade, fornecedores, produção, prazos, decisões comerciais… De repente, você percebe que aquele sonho bonito também é feito de centenas de decisões práticas.
Foi um processo de muito aprendizado e, principalmente, de entender que nem sempre o caminho mais rápido é o caminho que vai entregar aquilo que você imaginou.
Existe alguma história, inspiração ou emoção especial por trás das primeiras fragrâncias da Duale?
Existe, e talvez essa seja uma das coisas mais especiais desse primeiro lançamento.
Queríamos que as primeiras fragrâncias apresentassem quem nós somos antes mesmo de a Duale contar qualquer outra história.
Por isso nasceram Luar da Anna e Solar da Jade.
São duas fragrâncias com identidades próprias, assim como nós duas. Uma não foi criada para competir com a outra, nem para existir como uma versão diferente da mesma coisa. Elas foram pensadas para representar universos distintos que convivem dentro da mesma marca.
E existe algo muito simbólico nisso, porque a Duale nasceu justamente do encontro de duas pessoas diferentes.
Para nós, começar dessa maneira era quase uma apresentação: “Prazer, essa é a Duale. Duas essências, duas personalidades, uma mesma história.”
Por que vocês escolheram iniciar a trajetória da Duale com um body splash? O que esse produto representa para a marca e por que ele foi o ponto de partida ideal para esse lançamento?
Nós queríamos começar com um produto que fizesse parte da vida real das pessoas.
O body splash tem uma coisa muito gostosa de liberdade. Você pode usar muito, reaplicar, combinar, levar na bolsa, usar depois do banho, antes de dormir, para sair… Não existe tanta cerimônia.
E nós queríamos que o primeiro contato das pessoas com a Duale fosse assim: próximo.
Também era importante criar uma porta de entrada para a marca que permitisse que mais pessoas conhecessem aquilo que estávamos construindo.
O body splash nos deu essa possibilidade sem renunciar àquilo que mais importa para nós: criar cheiros que tenham identidade e que façam alguém perguntar o que você está usando.
O que vocês esperam que o público sinta ao experimentar um produto da Duale pela primeira vez?
A primeira coisa que queremos é muito simples: que a pessoa dê aquele sorriso involuntário depois de sentir.
Aquele momento de: “Nossa, que cheiro gostoso.”
Mas, depois disso, queremos curiosidade. Queremos que ela queira sentir de novo, experimentar na pele, descobrir como aquele cheiro evolui e perceber qual das fragrâncias combina mais com ela.
E, acima de tudo, queremos que exista identificação.
Talvez uma das coisas mais bonitas para nós seja pensar que algo que passou tanto tempo sendo desenvolvido entre quatro paredes agora vai entrar na rotina, na bolsa, na casa e nas memórias de pessoas que muitas vezes nós nem conhecemos pessoalmente.
Que conselho Annalu Teixeira e Jade Sales dariam para quem sonha em transformar uma paixão em um empreendimento de sucesso?
Acho que diríamos para não esperar se sentir 100% pronto.
Se nós tivéssemos esperado saber absolutamente tudo sobre ter uma marca, sobre empreendedorismo e sobre o mercado de perfumaria, provavelmente ainda estaríamos esperando o momento certo para começar.
A Duale também foi construída com muitos aprendizados no caminho. Tivemos dúvidas, medos, desafios e momentos em que precisamos sair da nossa zona de conforto. Mas fomos aprendendo, estudando, ouvindo pessoas e, principalmente, acreditando na nossa ideia.
Por isso, nosso conselho é: comece, mesmo que você ainda não saiba tudo. Tenha paixão pelo que faz, esteja disposto a aprender, seja persistente e não tenha medo de ajustar a rota quando for necessário.
Um sonho só se transforma em realidade quando a gente decide dar o primeiro passo. E, muitas vezes, é justamente caminhando que descobrimos o quanto somos capazes de chegar mais longe do que imaginávamos.
Fotos: Divulgação Duale
Publisher e Diretor Criativo: Sérgio Oliver
Supervisão de texto: André Terto
Arte gráfica e diagramação: Danni Chris
